Sonhos e Utopias

Sexta-feira, Abril 28, 2006


Quem disse?


Que bosta! (...)
... e ainda têm a cara de pau de dizer que dinheiro não traz felicadade.


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Descobertas de hoje


Hoje eu descobrí o quanto a Psicologia, o conhecer de nosso ego, a descoberta do que realmente somos por trás dessas máscaras, faz um grupo de pessoas (que descobriram) pirar, pois eu já tive esta pira antes e o mais legal é poder ajudar sabendo quais são as "nóias".

Hoje eu descobrí a importância de um olhar olho-a-olho, qual a "magia" que isso tem, o poder disso tudo, o que tanto isso revela.

Hoje eu descobri que a saudade é muito chata, pois dá angústia e mal-estar, ainda bem que sinto isso raramentíssimo e ví o quanto é melhor sentir-me feliz por ter uma certa pessoa junto a mim, ou seja, em vez de sentir o mal-estar pela falta da pessoa, creio eu que seja mil vezes melhor sentir-se feliz por tê-la, pelo menos prá mim foi melhor.

Hoje eu descobrí o quanto não mudei, e que continuo sendo aquele ser diferente que tanto quis ser há um tempo atrás, e que isso afeta o gostar de outros sobre minha pessoa, que pode haver mais de um que não gosta de gostar de mim, porque eu não sigo a "normalidade" social.

Hoje eu descobrí que as lágrumas por mais tempo que fiquem guardadas, sempre terão o mesmo sabor e que se foda essa lágrima que cai por tristeza ou frustração, pois eu continuarei sendo o mesmo independente de tudo, mas o que dói é crer e ter a clara visão de que ninguém suportará gostar de mim.

Hoje eu descobrí o quanto sou violentamente compulsivo, mas não descobrí o prazer de descarregar, apenas o desgosto de engolir essa merda que arde a garganta ao escorregar, como se fossem as partes que eu estivésse socando sendo transferidas para minha garganta.

Hoje eu descobrí que os sentimentos são diferentes de todos os outros alheios, pois cada um tem o que leva-o a sentir, e ninguém adivinha isso, qual é este caminho, só depois de afetar que é descoberto, e não se chora de alegria por essa descoberta, mas se chora de arrependimento.

Hoje eu descobri que 1 mais 1 é quanto eu quiser que seja, e que as palavras são abstratas mas ferem, e que levar um tiro talvez é muito mais gostoso, só que incompreensível, e que também que essa faca que está na minha mão é muito gelada quando penetrada no estômago e que efvbaHF´BVUA ohphjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj
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Essas letras sem contexto algum poderia ser minha cabeça caída sobre o teclado, mas foi só uma maneira de parar de reclamar.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 02:33

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Segunda-feira, Abril 17, 2006


Terra estrangeira


Era apenas eu, uma Harley Davidson, uma espingarda calibre 12 prá me divertir furando as placas do caminho, e um Rockezinho que tanto gosto. Parece algo cansativo, mas para mim três dias alí era como nada.
Lá de longe brilhava luzes que se aproximavam conforme minhas aceleradas. Era uma cidadezinha muito simples, sem luxos, sem carrões, sem muitas frescuradas. Havia apenas um povo de belos sorrisos a prosear pelo campo com flores raras. Entrei na cidade com a moto e com medo d'eles assustarem com minha arma, mas mostraram indiferença e confiança. De mim se aproximava uma senhora simpática que me disse algo de seu "idioma", uma frase como "Bom dia". Sabia que era o idioma português, mas não conhecia aquela frase, seria talvez uma gíria deles, mesmo assim continuei a passear pela cidade.
Dentro do restaurante comecei a analisar aquele povo, usavam muitas gírias que me deixavam alí no nada e além do mais tinham costumes estranhos que pareciam ser legais. Era um pai chamando o filho para o abraçar, era a mãe mostrando confiança na criança a falar. Coisas estranhas, seguidas de frases em meio daquelas gírias, comecei a ficar constrangido. Quando o rapazinho do restaurante veio com o cardápio a me apresentar, me disse a frase que aquela simpática senhorinha me tinha apresentado: "Bom dia". Não sabia se eu o pegava em socos ou sorria por me recepcionar. Bom dia, o que seria aquilo? Estavam me caçoando, xingando ou elogiando? Sei lá, mas quis alí permancer.
Foi o fim quando um homem colocou a mão sobre meu ombro a me abraçar sútilmente, e ainda acompanhado de uma frase como: "Não quer comigo vir sentar e se apresentar?" Que costumes eram aqueles? Seriam ironias para dalí eu me retirar? Que cultura era aquela? Com o calendário cheio de dias marcados em vermelho: Páscoa; Dias das Mães; Dia dos Namorados; Dia de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças; Natal, era assim que lá estava. A única data que eu conheço em destaque vermelho no meu calendário é o dia em que nascí e comemoro este todos os anos.
Dalí saí correndo, local muito constragedor e estranho. E prá ajudar o dono do restaurante ainda me diz "Boa viagem" ao me ver partir. Não teve como aturar, saí o mais rápido possível, sabendo que jamais esquecerei dos "Bom dia; Seja-bem vindo; Como foi seu dia hoje?; Venha abraçar o papai; Feliz Páscoa; etc." Tinha ainda o mais estranho, que era ver toda aquela compreensão, compaixão, harmonia, confiaça e diálogo que havia entre as famílias daquela cidadezinha.
Sei lá, imaginei que fosse alguma armadilha aquilo, pois não é normal as pessoas conviverem assim. Pelo menos aqui no meu doce lar.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 01:04

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Quarta-feira, Abril 05, 2006


I'm a runaway


12:55, atrasado para pegar o ônibus que me conduziria ao local de ganhar um ponto no trabalho bimestral da faculdade. Com uma camionete F 1000 (gigante), me tornei um fora da lei, atravessando e cruzando em alta velocidade as ruas da cidade.Na rodoviária o cobrador informou que o ônibus já havia partido. Foi quase o fim, pois me alucinei e ví um enorme exército correndo atrás de mim. Nesse período só ouvia os resmungos de minha mãe que sofria com sua adrenalina enquanto meu irmão ria. Quando avistei o ônibus, a ponto de chegar no último ponto da cidade meu pé direito ficou dez vezes mais pesado e foi fundo no acelerador.
Consegui me aproximar, mas havia uma fila na minha frente integrada de um caminhão-lesma, super-lerdo (isso por sorte), o ônibus (o qual eu teria de entrar), mais dois caminhões, um carro e depois eu em desespero. Logo ao lado direito da pista havia a entrada de um posto de combustível que se tem logo a frente, pensei, mas na verdade foi mais instinto ou impulso, pois não deu tempo suficiente prá pensar, aí acabei entrando alí a "mil por hora". O gostoso foi ver a reação espantosa de quem me vía. Quando conseguí ultrpassar o ônibus (por dentro do posto), parei bruscamente com meu irmão já me passando a bolsa com materiais da faculdade. Descí correndo como se fosse um bandido, bom talvez foi essa a impressão que uma senhora de uma cidade pequena teve ao ver um cabeludo descer correndo de uma camionete que ha poucos estava em alta velocidade.
Que alívio, entrei no ônibus. Foi como cena de um filme de ação, onde tudo dá certo no momento exato. Entrei relembrando com um peso na consciência por ter colocado em risco la mama e lo hermano, mas quando senti o efeito de toda aquela adrenalina indo embora, minha emoção se converteu em lágrimas a quase me fazer chorar. O pior foi depois ao chegar na sala de aula e ouvir o comentário da professora:
"- Quem fez o trabalho pode deixar na minha mesa, o restante que não conseguiu pode me entregar na semana quem vem antes da prova."

Bom... fim de papo.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 02:44

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