Sonhos e Utopias

Segunda-feira, Novembro 21, 2005


Vazio e indiferenças


Talvez seja como o anjo me disse:
uma certa falta de me apaixonar,
creio que tenho certas frustrações amorosas,
um amor doentio, teve cura,
mas era uma doença gostosa
só que a saúde é bem melhor.

Às vezes não quero me adoecer novamente,
nem que seja prá sentir a solidão,
de vez em quando é bom
quebra-se rotina.

No caso me envolvo com a natureza,
abraço o vento,
encaro as estrelas,
choro com o céu durante a chuva
e assim me encho de amor
sem ter de perder um pouco da minha liberdade.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 01:30

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Quarta-feira, Novembro 09, 2005


Prá mudar a rotina de meus textos, eis uma crônica, inspirada durante aqueles minutos de filosofias que temos enquanto nos banhamos no canto de intimidades pessoais de nossa casa.


Teoria da falsidade


Falsidade, eis uma que palavra que me chama a atenção no dia-a-dia, parece que quanto mais eu tento evitar de usá-la (até mesmo por sua vulgaridade), mais o povo sente prazer ao pronunciar.
Acho que ninguém parou prá pensar que a falsidade alheia está dentro de si mesmo, é como uma certa lei da psicologia que revela tudo em dizer que não é saudável desejar mal ao próximo, porque assim, mais você fertiliza este mal dentro de si mesmo. Talvez Sigmund Freud diria que isso é relativo à educação sexual infantil, pois depende se foi o pai ou a mãe quem ensinou à hostilizar. Se fosse o pai, diria o mestre que futuramente a criança veria que mulheres só prestam prá lavar e passar, e que também são todas vacas mesmo, então não é bom levá-las a sério, e sim se divertir. Caso contrário, se a hostilidade fosse alimentada pela mãe, futuramente a criança diria que homens só servem prá sustentar a família e beber no butequinho do Seu Zé com os amigos assistindo ao jogo do "Curingão". Que situação né!? E se fosse Carl Gustav Jung explicando que tudo se relaciona à espiritualidade? Bom... vamos voltar ao assunto.
Prá explicar melhor a falsidade darei um texto, apenas imagine a cena.

- Olá Joaquina!
- Olá Pietra! Como vai menina? Anda bem sumidinha hein...
- Pois é, vida corriqueira ultimamente... - e blá blá blá...
- Então até a próxima. Smack! (beijinho de despedida) Tchau!
- Até mais... tchau!

Pietra atravessa a rua e repentinamente...

- E aí Pietra, como vai você guria?
- Oi Rafa, tá fortinho hein. Anda fazendo musculação?
- Opa!!! Resolví malhar um pouco, prá ficar uma máquina! Mas então, tenho que te contar algo super importante e de muita confiabilidade.

Rafa é interrompido por Pietra:

- Espere! Tenho que te contar algo. Vai se interessar, mas sei lá... tal pessoa pediu prá eu guardar segredo - diz Pietra feliz e triste ao mesmo tempo. Assim mesmo, com esta cara que você imaginou ela fazendo: olhando tristemente aos pés, fazendo-se de fiel à palavra mas já começando a contar.
- Então não conte oras...
- Ah não! Você é meu amigo, vou te contar.
- Então tá né - reage ele pensando: Lazarenta de menina.
- Mas então, eu tava alí conversando com a Joaquina...
- Sei... eu ví.
- Então... ela é apaixonada em você.
- Nossa! Jamais imaginei isso.
- Mas é, pode crer, mas por favor hein Rafa, fique quieto, ela pediu prá eu contar prá ninguém, muito menos prá você.
- Tudo bem, pode confiar, mas poxa... legal, ela é nojentinha, patricinha, mas é "goxtosa", vou pensar bem em como chegar neste assunto com ela.

Rafa se cala, já imaginando a garota de costas prá ele, se apoiando no tronco de proteção da escadaria do parque, onde as crianças correm lá embaixo inocentemente, brincando de pega-pega, e ele brincando de pega-pega nos belíssimos seios daquela loira nojentinha que quando geme o deixa mais excitado. Nesse tempo em vão fica Pietra o olhando e sorrindo como reação de o ver com aquela cara de bobo-alegre que fez em imaginar que lá vem sexo pela frente.

- Mas então, tenho que ir, tenho aula agora - diz Rafa despistando-se.
- Espere! O que de tão importante que você ía me contar?
- Puxa vida! Me choquei tanto com sua notícia que até me esqueci do que se trata - diz ele com a desconfiança de que Pietra trairia sua confiança.

Aí se acaba a teoria, pois nem preciso explicar mais nada.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 16:01

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Segunda-feira, Novembro 07, 2005


Distância


Mesmo que é uma cidade pequena
rotineira e de vulgaridades,
mas é onde tem gente que gosto
gente que me fez crescer,
gente que me apaixonei,
gente que conhecí,
gente que sonhei.

A distância aperta, desafeta,
a distância cura, ajuda,
mas não acalma.

Mas se tiver de voltar
por certas coisas eu iria,
pois pela saudade
me adaptaria.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 11:49

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