Pecado material
Como pude eu
ousar em esquecer,
devanear em vão
da maravilhosa natureza?
Como ouso em
me distrair do encanto
do azul iluminado do céu?
Do campo, de cantos
que nos curam
como um delicado mel.
Como ouso em
afastar-me do perfume
de rosas e prosas
de pássaros ao léu?
Como me atrevo em
deixar florir sem sorrir
ao verde entorpecente
de árvores e matas
que dliriam o nosse eu?
Como pude me perder,
andar sem saber
por meio de gente contente
que se destacam
como estátuas com espadas
vivendo uma vida fútil?
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 06:21
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Rosa que desejo que deixe de ser um broto
Desde o inverno passado
estou encenando numa TV preta e branca,
numa caixinha antiga
de mesmo desejo e paixão,
numa caixinha antiga
onde guardava segredo e ilusão.
Encenava com um broto colorido
um broto que abria meu sorriso saboroso,
sabe aquele sorriso que chega a dar tesão?
Hoje o que sei desse broto de galhos espinhudos
é que é carregado por uma forte emoção,
um broto que é meu
espero que estejam carregando de coração,
pois quando esse broto virar uma rosa
de espinhos mais fracos
nem muito pontiagudo,
irei quere-lo de volta,
tomara que não murche em minhas mãos
pois regarei com maior rego que tenho
que está enferrujando em meu coração.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 14:15
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