Sonhos e Utopias

Domingo, Outubro 31, 2004

 
Dorminhoco


Eu queria dormir vendo a lua
dormir no colo de alguém
dormir para amar sonhando,
dormir,
mas antes receber meus encantos
para dormir satisfeito
completo, sereno.
Eu queria dormir ao lado do meu bem,
mas enquanto não a tenho,
durmo para sonhar
com um amor em desempenho.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 19:53

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Quarta-feira, Outubro 27, 2004

 
Meu amor transbordando em palavras


Amor meu
que me lança todos os dias
pela janela do edifício,
que me faz voar
sem ter a prática de bater as asas,
que me faz morrer, nascer,
amor que me faz ressucitar.

Meu amor
apenas eu,
entregando-lhe num banquete
com doces vinhos, com um belo jantar,
numa mesa com velas,
redonda,
com insenso no ar.

Acendo um cigarro
esperando meu amor chegar,
me encanto de desejos
para fazer meu amor delirar,
me encosto num canto
sento às margens de um piano
esperando o meu amor me amar.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 00:49

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Quarta-feira, Outubro 20, 2004

 
Eu tô acordado mesmo?


Mas um vez
para mim é como se
existisse gnomos, ou fadas,
sei lá, papai noel prá encantar mais.
Só que a saudade me apertou novamente,
me derrubou e me pisoteou,
me fez chorar, quiz judiar de meu coração...

...era uma amizade tão perfeita,
irmãos que sonharam a vida juntos,
dois seres que descobriram
as loucuras, os medos, as verdades,
agora a distância.
Estou prestes a tentar novamente,
mas as lágrimas alagam meu caminho,
o que fazer prá ressucitar
um ser, uma amizade,
uma combinação de palavras
que resultavam em Helder e André?!

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 01:48

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Segunda-feira, Outubro 18, 2004

 
Na noite passada eu matei um homem


Estava num colégio, ou um convento, não sei ao certo, mas havia muitas pessoas de diversos lugares. Todos os dias tínhamos reuniões, até agora não sei qual o assunto, pois eu não prestei a mínima atenção nas palavras daquelas freiras. Até que na última reunião eu saí para tomar uma água e ir ao banheiro (para sair um pouco daquele ambiente). Por mera curiosidade entrei na garagem das freiras e lá eu vi uma moto, mas uma super moto, obviamente fiquei assanhado para poder dar uma volta, na hora eu comecei a planejar como eu poderia pegar aquela moto, porquê elas não iriam deixar eu andar mesmo.
Então chegou a noite, na meia idade daquela noite eu saí do quarto e fui em direção da garagem, lá estava aquela bela moto que para mim já era uma missão dar uma volta com ela. Abri os portões e dei de cara com a rua, empurrei até lá sem nenhum barulho, fechei os portões e desci alguns metros com a moto desligada, porque eu não sabia se o escapamento era muito barulhento.
Numa distância boa do ¿convento¿, eu fui dar partida na moto, não havia gasolina, na hora eu fiquei super apavorado, pois já era 04:30hs. elas estavam prestes a acordar, procurei um canto para poder esconder a moto e correr a um posto de combustível, até que vi uma trilha que tinha logo a frente um fim com um matagal, lá mesmo seria onde eu deixaria a moto por alguns momentos. Quando estou chegando no fim da trilha me aparece um homem andando em minha direção, mas estava com duas criancinhas (deveria ser duas filhas), as garotas continuaram e aquele senhor ficou parado aonde eu queria chegar, eu fiquei espantado mas fui, quando eu o cumprimentei ele tirou um revólver da cintura e me mandou passar aquela moto se não ele me matava, encostei a moto e com as mãos para o alto fui me aproximando para conversar e explicar a situação, para tentar convence-lo a ter pena de mim (o que seria impossível, mas foi uma maneira de me aproximar). Se eu me aproximasse muito eu levaria um tiro, foi a ameaça que recebi. Até que consegui chegar perto e peguei a arma, ficamos brigando com as quatro mãos para decidir quem ficaria com a arma, até que consegui aponta-la para a sua direção e consegui apertar o gatilho. O tiro pegou em sua perna esquerda, ele caiu no chão de dor e a arma ficou na minha mão, como eu vi que ele reagiria disparei mais dois tiros contra seu peito, as crianças voltaram o caminho já gritando, eu muito assustado saí correndo e esqueci-me da moto, fui pra minha casa tentar me esconder.
Passou um dia, consegui chegar no convento disfarçadamente, pois eu era obrigado a ir até lá. Com muito medo de alguém tocar no assunto da moto, mas por muita sorte nenhuma língua disso comentou.
Eis que na sala de reunião uma garota começa a chorar e gritar apontando para mim me chamando de assassino, saí correndo até chegar em minha casa, consegui, e com muito medo liguei rápidamente a um advogado para explicar que matei um homem para me defender.
O senhor advogado chegou até minha casa, pois expliquei que não podia sair nas ruas. Este advogado resolveu meu problema de uma maneira fascinante, jamais vi algum problema tão sério ser resolvido com tanta facilidade e agilidade como ele fez.
Este senhor de humilde aparência, apenas chegou perto de mim, enquanto eu deitado e chorando estava na minha cama, e disse lentamente em meus ouvidos:
-Helder, acorda porque já é tarde e seu pai precisa de um favor seu.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 01:10

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Quinta-feira, Outubro 14, 2004

 
A garota que lê meus lábios


Nem uma flecha foi
nem um anjo também,
na verdade foi uma deusa
que lançou raios no meu coração.

Fiquei chocado, paralisado,
quando seus olhos tocaram os meus,
quando seus olhos lançaram energia
que fortalece a paixão.

Meu peito se atirou no frio da solidão,
meu corpo vibrou feito terremoto,
meus olhos me levaram ao mundo da alucinação,
meus segundos tornaram-se lentos
ansioso para o mesmo momento do próximo dia.

Jorraram litros de água
o sol se escondeu,
minhas horas pararam
e a garota não apareceu.
Quero experimentar novamente
para saber se é amor,
mas se ela demorar
meu espírito de psicólogo
me convencerá de que foi apenas um momento
de troca de energias subconscientes
que envolveu minha Anima com a beleza deparada,
e que outras figuras detalharão melhor
a garota que carrego no meu coração.

Obs.: Aí tá mais uma vez, um pouquinho das desvantagens por ser obsecado pela psicologia, minhas emoções são equilibradas demais...rs... Mas é aí que eu queria chegar, ter meu próprio domínio prá depois dominar mentes exteriores.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 23:11

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Terça-feira, Outubro 12, 2004

 
Ontem, foi um sonho


Todos os dias que acordo
meu ser nasce novamente,
como se fosse a primeira vez
em ver brilhar o sol,
em respirar e sentir meu pulmão se encher,
em ver o colorido
dos poucos que enfeitam
a gigante natureza.

Tudo isso porque
acordo leve, despreocupado
pronto para voar um novo dia,
não preciso refletir
minhas reflexões de relaxamento,
pois meu ser interior
as refletem sozinho,
por eu plantar essas sementes
não as acolho,
as frutas caem no chão de meu ser.

Meu ontem não parece ter existido
meu ontem é igual a um sonho
a cada da experimento
a nova dimensão da minha vida.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 17:31

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Sábado, Outubro 09, 2004

 
Compaixão


Meu espírito pode ser
de uma ancião, maduro, culto ou intelecto
como as bocas me dizem,
mas a minha alma
é de um pré-adolescente,
talvez porque nessa idade
eu fertilizava a vida
como se vivesse a minha meia-idade.

Não quero mais fazer sofrer
corações que por mim se apaixonam,
nunca mais direi palavras de amor
sem que a paixão me carregue nos braços.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 23:51

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Sábado, Outubro 02, 2004

 
Raras saudades


Um dia triste,
concentrado nas leves
e lindas gotas de chuva,
tornando-se tempestade
por tocar em uma raridade minha
que eu não sei tocar.
Não sei se é por magos,
feiticeiros, fadas ou bruxas,
uma sensação estrangeira, raridade,
esse encanto que me encanta
se chama saudade.

Magos e bruxas são extremamente raros,
é só esses podem tocar
as notas que compõe meu canto,
me fazer resultado de magia,
uma feiticeira que me irradia
me mostra quem me ama,
suas palavras são labirintos
admirável Luciana.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 15:00

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