Sonhos e Utopias

[ Sexta-feira, Junho 25, 2004 ]

 
Remetente: Helder de Oliveira Barbosa
Destinatário: Deus Uno e Trino
Endereço: Reino dos Céus



De onde vem meu Pai
tantas simpáticas amizades
com sorrisos e palavras sinceras
para quem um dia sonhou
em viver neste paraíso?

Como agradecer a este milagre?
Um mistério desvendado
guardado no ego de cada um.
Plantar bandeiras nos corações
deixar meu símbolo,
e guardar vossos medalhões.

Não há palavras nem gestos
não há linguagem que possa me expressar
apenas o Senhor, é quem pode,
é quem me deu um abraço
e deixou para eu apertar,
senti seu coração bater
senti mais o seu amor
senti suas energias sendo entregue
através do meu ser
aos companheiros meu.

Me use, para espalhar seu amor,
até para mostrar a dor do Deus Filho
o que for necessário
para que todos procurem Lhe confessar
que duvidaram que Tu estás presente em nossos corações,
e que muitos machucam a si mesmo
machucando o próprio coração,
e automaticamente machuca Tu,
que abriga dentro dele.


Obs.: Para quem dúvida da existência do Deus Uno e Trino (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo), enfie o dedo na tomada e veja se consegue ver essa energia que percorre seu corpo, apenas observe seus sentimentos e verás quem habita dentro de seu coração, quem dirige seu espírito.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [01:15]

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[ Segunda-feira, Junho 21, 2004 ]

 
Rimas personalizadas



Que maravilhoso é tudo
e prazeroso é o nada,
saborear o sabor da conquista
e desejar o fim dessa escada.

Como tudo é tão simples
como tudo é nada,
egoízar o mundo
e escravizar a alma.

Ninguém é contente
ninguém nunca viu nada,
somos tapados em mente
mas procurando uma jornada.

O que dizer quando contente?
O que fazer numa emboscada?
botar todos contextos redigentes
e se enrolar numa ninhada.

Gente que lê a frente
dentes que massacram dentes
lentes que não levam a nada,
como existe gente inteligente...
...se em meio de dementes...
...tudo é igual ao nada?!

Vou me tornar competente
me entender como gente
e conformar com essas palavras.


Este foi escrito em março deste ano, no meio do cursinho...
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [01:39]

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[ Domingo, Junho 20, 2004 ]

 
Revolta III


Somos escravos de um poder
escravos de uma nova geração,
nossos quilombos não se escondem
nem buscam ter uma razão.

Uma escravidão aceitável
uma imensidão que não se entende
nem buscam entender nossos nobres
que nos vêem como incompetentes.

O nosso mundo se transforma
nossas ideologias se evaporam
umidecendo e refrescando
àqueles que se dizem deuses.


Este foi escrito logo após o "Revolta II".
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [11:01]

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[ Quinta-feira, Junho 17, 2004 ]

 
Caminho da morte


Fantasias de uma dia arrepiante
terrível, tenebroso
é o fim da vida,
quem deixa de esperar a morte?

Meu espírito a espera
sentado em uma mesa
com pão e vinho,
seja bem-vinda
agora me mostre o caminho.

Não há o que temer
não há porque chorar,
claro que a saudade dói
mas vamos todos num mesmo lugar.

O espírito segue
em busca do amor,
liberdade e paz
é a conseqüência da dor.

Quando em paz, calmos,
tudo já resolvido,
entramos em sono profundo,
assim é a morte,
o início de um novo mundo.




Obs.: Não estou tentando me matar ou querendo morrer por tédio à vida, apenas não temo ao caminho que todos chegarão.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [01:04]

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[ Sábado, Junho 12, 2004 ]

 
Revolta II


Tentando viver como espíritos
querendo entender o porque do impossível
mas não quero que descubram que sou aquele...
...que se disfarça de gavião, vendo tudo
a cada mínimo movimento.

Queria saber diferenciar pensamentos,
até seus sentimentos, que nem a si próprio sabem expressar.
Por que são apenas mais um que...?
A cada dia que passa, se tornam mas possuídos da graça
que eu não busco entender.

Mas e se todos fossem como psicólogos!?
Que buscam as mínimas coisas no passado subconsciente,
se todos tivessem a magia de criar idéias ricas
que seriam uteis ao nosso viver,
ninguém seria ignorante de buscar a guerra fútil.

O que foi dado é para ser utilizado,
e o que fio conquistado para ser reservado
a fim de gerar riquezas no lar,
em vez da escassez que não estão percebendo.

Ah se todos buscassem o passado
onde tudo era naturalmente de todos,
num momento em que Deus iluminasse todas filosofias,
em busca de entender o que somos e porque recebemos essa vida.


Este foi escrito logo depois de "Revolta I", é uma progressão...Dta mais ou menos em Janeiro de 2003.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [18:13]

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[ Terça-feira, Junho 08, 2004 ]

 
Terceiro dia


Meus dias agora
amanhecem nublados,
um clima misterioso,
como sozinho
dentro de um cemitério.

Ouço apenas
o assovio dos ventos frios,
arrepiantes,
marcando segundo por segundo
até superar o sofrimento.

Um conjunto de melodias,
uma palavra de amigo,
um sono profundo,
nada me consola agora.

O que parece brisa
é a fumaça,
o que parece o nascer do sol
é a vela se apagando.
Qual o sabor
do resto da vida agora?
Qual o prazer
de estar sozinho no paraíso?

Minhas mãos não me dão
o mesmo carinho,
meus lábios não me dão
o mesmo beijo,
meus abraços não me dão
o mesmo calor,
mas meu espírito caminha
em busca da liberdade e amor.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [00:41]

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[ Sábado, Junho 05, 2004 ]

 
Triste pela gratidão


C aminhos abertos
novas luzes encontradas
meu amor descoberto
e enraizado no coração.

A gradeço aos cabelos de
caracóis dourados,
por me mostrar o valor
de uma afeto mal tratado.

R uim é sentir o vazio
mas os passos se diferenciaram,
não há raiva nem rancor
no meu coração tatuado.

O rgulho sempre estive distante,
queria enfeitar o mundo
para mostrar que meu amor é grande,
mas nossos passos se diferenciaram.

L inda, carinhosa e doce,
são agora como flores que pisaram
e ficou jogadas no meu jardim,
quem sabe com a água da chuva,
elas voltam a me perfumar.


quero deixar claro, que aprendi amar, reconheci o valor de um carinho, de um abraço, dói em mim em ver suas lágrimas, mas nossos caminhos se diferenciaram.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [19:41]

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[ Sexta-feira, Junho 04, 2004 ]

 
Balanceado


Nunca sei por onde
passeiam meus sonhos,
que às vezes me cativam
às vezes apenas relembro,
meus sonhos,
que tanto tentava realizar,
nem que durasse um dia
mas que realizaria meu sonho.

Queria saber por onde está
os meus medos, angústias e desejos,
que dão sabor na vida,
talvez eu precise deixar isso de lado
ou me acostumei com esses desgostos.

Não sei se no meu peito
há uma bola de fogo
que supera o que é frio,
ou se há um bloco de gelo
que nem deixa o calor chegar.

Perdi as chaves das janelas
onde eu apenas observava o paraíso,
não preciso ir até lá,
mas pelo menos ter o prazer de olhar.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [00:39]

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[ Terça-feira, Junho 01, 2004 ]

 
Revolta I


Estamos nos sentindo como fantasmas
num palácio em que muitos se revoltam,
enquanto outros sentem até prazer
em sentir-se em meio à escravidão.

Num lugar em que líderes são as sombras
que não deixarão nossas mentes serem...
...iluminadas em nosso tempo de descanso
recordando deste pretérito lançado ao abismo.

Tropas de cavaleiros se manifestam
buscando o que é certo e a igualdade,
querendo defender inocentes do pecado
e acolhendo sementes de velhos sábios.


Este foi escrito em dezembro de 2002.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [01:31]

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