Reflexões de despedida a Locnis
Que mundo indeciso, inseguro, obscuro!
Onde estão as palmeiras, paisagens
que tanto dão vida, prazer e orgulho?
Quem é que já não cabe dentro deste mundo
de entrusos, desajeitados e sem futuro?
Que mundo imenso, perdido e iludido!
Que vida longa, duvidosa e confusa,
quem é que me diz se isso é um sonho
ou se é apenas um próximo segundo?
Prá que procurar a saída enquanto posso repousar?
De qualquer maneira o sonho passa,
de qualquer maneira o dia amanhecerá,
só haverá lembranças, heranças e a esperança.
Mas como existe esperança se não há nada a herdar?!
Como existe aliança se ainda há o medo de amar?!
De onde surgiu uma criança que cresceu para pecar?!
Ninguém quer deixar que a boa vida pouse no jardim,
ninguém quer deixar que as flores cresçam,
ninguém quer saber da paz, da liberdade e do amor,
Prá que? Por que ironizam sua dor?
Existe remédio, a comida tem tempero, a vida tem sabor.
Quem é que lhes mostrará uma lembrança?
Quem acaba de inventar uma nova dança?
Quem ontem, hoje e amanhã
Procurará largar de ser uma inocente criança?
Este foi escrito em fevereiro deste ano, após ver uma escravidão atual (mundo industrial)
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [03:22]
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Psicose vulcão
Direciono meus holofotes ao negativo
o que é positivo não tem de ser alterado
apenas rego as flores que estão se murchando
mas não deixo as vivas se murcharem,
não é querer apontar o que é mal feito
mas sim poder deixa-los mais claros
e ser transformado em obras raras e transparentes.
Talvez se o céu fosse pink e laranja
você deixaria os olhos voltados ao norte,
onde está a gratidão a quem lhe ama?
Pra que arrancar as pétalas...
...das rosas cultivadas com carinho?
pra saber se realmente há perfume?
Certos fatos acidentam as dúvidas,
será que se eu falasse que o mar é salgado,
você acreditaria?
Letras e números que unem
e formam um contexto
geram drama, montam a cama
me botam medo,
Frases que se misturam e embaralham,
escorraçam e se expressam,
mas ninguém sabe até onde vai
toda a regalia dessa pressa.
Futuro e pretérito
cão e gato, brincos e dedos.
As lavas escorrem de meus olhos
já nem sei se eu tenho medo.
Este foi escrito em outubro de 2003.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [00:21]
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Saudades de minhas palavras
Depois que a ampulheta
virou-se várias vezes,
a saudade me trouxe de novo.
A milhares de minutos
minhas palavras não caem
em pedaços de papel,
simples e humildes, mas às vezes
isso para mim é o céu.
Os anjos me chamam,
há um convite para a ceia,
ultimamente meus males espantam,
leve, sereno e em paz,
como brisa caindo numa noite de lua cheia.
As cores são mais vivas,
o dia é mais saboroso,
misturando fantasias com realidades
e fazendo do dia um amigo generoso.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [00:12]
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Presente sentimental
Num certo dia, que nem mesmo eu importo
caminhava junto aos rotineiros,
mas não sabia que eu esperava tanto,
sinto que esperava que caminhassem todos...
...contra meus passos e com sorrisos largos.
Imaginava que hoje seria um dia qualquer
que o sol apenas iria raiar de novo
e que a lua iria apenas refletir...
...enquanto as estrelas encantavam o céu.
Mas pude sentir que estou cada vez mais próximo...
...de um dia que tanto esperam com angústia.
Nessa véspera eu sonhei...
que seria eu "o belo adormecido"
que quando fosse acordado poderia sentir...
...os lábios, as mãos e o coração a disparar minhas emoções.
Mas o dia nem amanheceu ainda...
os anjos apenas rodeiam minhas ilusões...
Muitos agradecimentos são pronunciados,
vários abraços são conquistados,
diversos sorrisos são prestigiados,
diferentes prazeres são encontrados,
uma só pessoa me faz sentir tudo isso...
...apenas com sua companhia.
Hoje só espero uma doce voz
me satisfaço apenas com um tocar
como se um anjo sussurrasse em meus ouvidos
como sua única maneira de manifestar.
Este foi escrito no dia 23/07/2003, no meu último aniversário.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [00:57]
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Dores instantâneas
Quem sou eu meu Pai?
para fazer sofrer assim
um coração que me ama.
Esqueça-me Senhor,
finja que eu lhe traí,
me chame de Judas
e ilumina este coração que a mim confia.
Proteja Senhor, afaste-a da dor,
traga essa dor até mim,
pois sou eu o culpado.
Lhe imploro, Te peço, me condene se preciso,
mas não deixe sofrer a pessoa
a quem tanto quero amor,
por mais que não viva este amor
apenas o ilumine para ser compartilhado
a quem o merece,
pois estou prestes a superar qualquer humilhação...
Não me envergonho de deixar minhas palavras em público, pois meu peito se aperta tanto agora que peço perdão em voz alta, por favor me perdoa Carolina, pelo o que estou lhe fazendo passar...
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [23:51]
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