Sonhos e Utopias

[ Terça-feira, Março 30, 2004 ]

 
Anti ¿ social


Não vou me torturar
sentado em uma poltrona
frente a eletricidade
lugar de muita ilusão.

Prefiro ignorar
sonhar meu mundo
que crio em meu particular.

Não quero aprender egoízar,
que prazer se tem
em ver suicídios, assassinos?
dane-se se a bolsa de valores subiu,
dane-se se uma bomba explodiu,
não é isso que quero lecionar
aos filhos meus,
não é isso que dependo
para fazer muitos sorrir.

Esqueço se o mundo parou
ou se o petróleo aumentou,
muitos já esqueceram
que Jesus Cristo ressucitou.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [09:43]

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[ Domingo, Março 28, 2004 ]

 
Medieval Gregoriano


Dentre muitas palavras
já não sei qual escolho,
tudo está tão claro
dentro de um labirinto,
qual me levará à saída?

Há um minotauro super disposto,
sou um entre sete homens
que é a metade de seu apetite,
são seis meses de conforto.

Ninguém sabe se o mundo
é Assírio, Huno ou Hebreu,
ninguém sabe o autor da história
muitos duvidam de Deus,
quem não quer abusar da vida?
Mas com medo de pecar.
Todos são Gregorianos*
mas muitos preferem abafar,
e daí? Deus lê seus pensamentos.

Não há como fugir
fingir o medo do fogo,
ninguém pode arrepender
sem antes praticar
cada um com sua liberdade
satisfação de instintos.



*Gregorianos ¿ Pelo poeta Gregório de Matos e Guerra, conhecido no séc. XVII na história Barroca, como Boca do Inferno
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [00:28]

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[ Sábado, Março 27, 2004 ]

 
Diferente do desejado


Eu não criei esse mundo
ninguém pediu para ser assim,
mas de tão escassos egoísmo
somos todos geradores de guerra,
é uma besteira pagar o que
não tem dono, nem é de ninguém,
o mundo caiu num abandono
indefeso como um pobre neném.

Prá que governos, interruptos!?
Prá que modernismos, horrores!?
Quem foi o primeiro a dividir a terra?
Era apenas para dividir o pão
e não um começo de era.

Eu não me importo de como chamarem,
seja Brasil, brasileiro ou Japão,
antes de Cristo nada era assim
cada um seguia sua própria razão.

Colônias, Américas, Continentes, etc...
prá mim tanto faz estar
à esquerda, direita, acima, abaixo
ou no meio de Greenwich,
desde que todos tenham paz...

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [03:14]

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[ Domingo, Março 21, 2004 ]

 
Eu quero sair - "I want out - Helloween"

Desde o início de nossas vidas
somos empurrados para pequenas fôrmas,
Ninguém nos pergunta
como gostaríamos de ser,
Na escola eles nos ensinam o que pensar
mas todos dizem coisas diferentes
mas estão todos convencidos
de que estão certos,
Então eles continuam falando
e nunca param
e há certa altura que você desiste,
E a única coisa que você não deixa de pensar
é essa:

-REFRÃO-

Eu quero sair - e viver minha vida sozinho
Eu quero sair - me deixe ser
Eu quero sair - e fazer coisas do meu jeito
Eu quero sair - viver minha vida e ser livre

As pessoas me dizem A e B
eles dizem como eu devo ver
as coisas que já me são tão claras
então me empurram de um lado ao outro
eles me levam de um extremo ao outro
me empurram até
que não haja nada para ouvir,
Mas não me levam ao máximo
calem a boca e saiam daqui
porque eu decido de que jeito
as coisas vão ser

-REFRÃO-

Há um milhão de jeitos
de ver as coisas na vida,
Um milhão de jeitos de ser um idiota,
no final, nenhum de nós está certo,
Às vezes nós precisamos ficar sozinhos

Não, não, não, me deixem só


Essa é uma música da banda Helloween, chama-se I want out, essa música me faz acreditar cada vez mais nas forças parapsicológicas que temos, pois ouço músicas em inglês e não sei às vezes o que se fala, mas sinto que preciso sentir essa música, então eu mesmo sem saber do que a música falava eu captava a mensagem, a cada vez que eu me sentia revoltado ou querer chutar tudo, eu colocava essa música e gritava junto, principalmente o refrão, desde ontem, até hoje e para sempre, gosto demais dessa música, depois que ví a tradução então...
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [02:27]

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[ Sexta-feira, Março 19, 2004 ]

 
Meu amor à natureza


Sentimentos reflexivos
ao ver o sol iluminar o dia,
Sentimentos calorosos
ao sentir os raios do sol me tocarem,
Sentimentos delirantes
ao sentir o vento soprar meus ouvidos,
Sentimentos prazerosos
ao provar o sabor de doces frutas,
Sentimentos inseguros
ao ver a tempestade se aproximar,
Sentimentos constrangedores
ao ver raios e gotas da chuva
Sentimentos apaixonantes
ao ver as estrelas abrindo caminho à lua

Sentimentos reflexivos
quando a claridade de seus cabelos me ilumina,
Sentimentos calorosos
ao sentir seu corpo tocar o meu,
Sentimentos delirantes
quando sinto suas palavras me tocarem,
Sentimentos prazerosos
ao nos alimentar espiritualmente,
Sentimentos inseguros
ao sentir nosso clima escurecer,
Sentimentos constrangedores
ao ouvir a tempestade se expressar,
Sentimentos apaixonantes
ao ver o brilho de seus olhos me conquistar

Não deixamos de amar a natureza
após ter passado por esses elementos
Assim como não deixo de te amar
após passarmos por acontecimentos naturais.


Este foi escrito para a Carolina, após passarmos por uma fase difícil de se relacionar perfeitamente... Escrito mais ou menos em setembro de 2003.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [01:27]

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[ Quarta-feira, Março 17, 2004 ]

 
Liberdade


Pessoas andando nas ruas
em vez de andar nas calçadas,
Pessoas entrando em lutas
para ver se não vivem no nada,
Pessoas chegam nas alturas
conseguiram sonhar acordadas,
Pessoas pedindo ajuda
porque sozinhas não conseguem nada.

Pessoas têm liberdade
há liberdade pra tudo,
A partir do momento em que chegaram
a viver neste mundo.

Liberdade de viver
liberdade de comer
de ver o amanhecer.
Liberdade de chorar
liberdade de gritar
de ter emoção e emocionar.

Liberdade pra tudo,
de sonhar, fumar, viajar.
Liberdade pra tudo,
de escolher, vencer e perder
de rir, sentir e pedir.
Liberdade pra tudo,
de amor, rancor e da dor.

Somente para rimar com a liberdade
para falar a clara e serena verdade,
a maior liberdade que teremos,
é quando este mundo deixar.


Este foi escrito em 2001, com a intenção de ser usado para um trabalho de filosofia.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [00:25]

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[ Segunda-feira, Março 15, 2004 ]

 
Lástimas de um ancião



Para podermos enxergar a imensidão do planeta,
da mais alta montanha apresentada em sonhos,
nunca podemos deixar de ser uma doce criança.

Após se tornar um inofensível velho,
já não podemos mais escalar,
já não podemos querer se aproximar das estrelas.

Uma criança não teme à altura do céu,
uma criança não teme aos pássaros que as vigiam,
apenas lhes deseja que sejam livres e orientem seu caminho.

Um velho já não contém energias para caminhar, subir, escalar,
um velho teme aos olhares misteriosos...
...de pássaros que não são de seu estima,
apenas procura se esconder desses e deseja a si a liberdade.

Anjos que me guiam,
pássaros que me olham,
luz que me ilumina,
faça a natureza falar mais alto,
não posso entende-la claramente.

Ficarei por aqui, como um mensageiro.
Crianças que cruzarão meu caminho
serão alertadas de pedras falsas,
para que não se apóiem quando estiver lá em cima.

Sempre quis tocar as estrelas, mas era mais alto que o possível,
tive de liberar energias que do além saíam.
Por que não quis apenas vê-las do ponto mais alto?
Mas minha força de vontade sempre quis mais, mais e mais...

E agora?
As estrelas brilham lá em cima,
enquanto relembro que estive sobre elas,
mas apenas em meus sonhos...
Sonhar, pensar, sofrer e manifestar
é o que sempre fiz desde que decidi caminhar,
os tesouros que encontrei nesse caminho,
estão guardados em minha consciência
para dividir com pobres sonhadores,
como uma maneira de lhes sustentar...


Este foi escrito em novembro de 2003.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [00:16]

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[ Domingo, Março 14, 2004 ]

 
Abandono ao 6º signo


O mundo criou asas,
a flor desabrochou,
num mais belo momento
a cor se deparou.

Quem sabe, sabe
quem não sabe cria mais,
quem sabe criar
é o que mais sabe usar.

Juras, promessas, decisões,
são rotinas rotinerias,
causas justiceiras
de um jure que é ladrão.

Quem sabe, sabe,
quem não sabe dói no pão,
Cristo dividiu seu alimento
procurando nos dar razão.

Sem palavras, sem discussão,
no silêncio da gratidão,
dividindo prazer e dor
e desfavorecendo separação.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [05:17]

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[ Sábado, Março 13, 2004 ]

 
Jesus Cristo século XXI


Abandonou sua humilde túnica
agora se veste de terno e gravata
e não usa mais seus longos cabelos,
o que importa é ser o todo poderoso
e guerrear contra a terra de seu próprio pai.

Seus milagres se converteram,
arranca a vida de discípulos que não o seguem
e também tapa a visão dos que...
...enxergam além dos horizontes.

Resolveu compartilhar com seus irmãos,
toda a dor de conquista de sua coroa de espinhos
e todo o peso de sua cruz sendo entregue
um a um, e deseja que caminhem eternamente.

Esse senhor todo poderoso
reconheceu seus valores escassos,
já não é mais aquele humilde, mas ainda generoso,
enfeita sua própria festa natalina para o mundo todo.
Todos enxergam o brilho das luzes
todos vêem ser distribuídas por seus discípulos...
...com simples aviões de guerra e salvação.

Quem será este homem que muitos adoram?
Esse Cristo nasceu para se vingar,
este homem todo poderoso nasceu para mandar.
Não entrega sua vida pelos irmãos,
mas os lança ao fogo para viver em paz
na imensidão deste mundo que vive em chamas.

Não vou seguir nosso Jesus,
se quiserem se vistam de verde
e saiam em busca da paz com uma arma na mão,
Amém!


Escrito mais ou menos em novembro de 2003. Obs.: Não há nada em rebeldia com Jesus Cristo.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [18:29]

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Inocência


Eu quero meu berço
meu cantinho de sonhar,
não agüento mais andar neste carrinho
porque dependo de alguém prá me movimentar.

Mamãe tenho sede
quero alguém prá me lecionar,
é um tédio ver meus coleguinhas
e a titia se declarar.

Onde estão meus anjinhos?
para de noite me guiar,
são todos ¿munitinhos¿,
e com eles quero estar.

Amanhã acordo cedo
aprender me escravizar,
engolir restos de lavagens
para depois vomitar.

Já aprendi andar de bicicleta,
agora sei me equilibrar,
quem sabe eu quebrando minhas pernas
para aprender me rastejar.


Este foi escrito em outubro de 2003.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [03:18]

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[ Sexta-feira, Março 12, 2004 ]

 
Estrela-cadente


Estrela-cadente
pérola do céu,
onde está meu bem
minha flor, meu mel?

Estrela-cadente
brilho do amor,
dê-me alguém
que cure minha dor.

Estrela-cadente
eterna beleza,
quero encontrar
nos seus olhos a riqueza.

Estrela-cadente
nova esperança,
germine a semente
da boa mudança.


Este foi escrito mais ou menos no começo de janeiro de 2003

Helder e André Cazula

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [00:35]

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[ Quinta-feira, Março 11, 2004 ]

 
Estou me iludindo...


Como se estivesse caminhando
e as sombras me rodeassem
Como se o paraíso havia transformado
num pleno deserto de gelo
Como se me prendessem a uma rocha
e me atirasse ao infinito do mar
Como se minhas lágrimas caíssem
por não ter com que se emocionar.

Às vezes sinto que
não consigo me adaptar,
Às vezes imagino que
não terei com quem compartilhar,
Uma metade já se foi
ou então nem chegou e terei de construir,
Parece até que minha face
mancha o brilho de um espelho.


Este foi escrito mais ou menos em agosto de 2003.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [00:16]

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[ Quarta-feira, Março 10, 2004 ]

 
Sem ter o que querer


Quero acender um cigarro, um incenso
para que as fumaças me levem as nuvens,
me aproximar das portas do céu.
Repousar, transbordar,
sentar no colo das estrelas
quero apenas ouvir o som do silêncio
rimar as árvores com as flores,
fazer do mundo uma utopia
um dia sem cicatrizantes, sem dores.

É belo ver soar um violão,
É belo construir palavras bonitas
É belo redescobrir o tesouro
É belo ampliar a dimensão.

Acho que já enjoei de observar o sol,
minha vontade é correr pela madrugada
sem pensar que há o pecado e lei.

A verdade é uma chama,
é uma maneira de deixar que...
...que nossas estradas geram drama.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [18:38]

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[ Terça-feira, Março 09, 2004 ]

 
Reflexões de despedida a Locnis


Que mundo indeciso, inseguro, obscuro!
Onde estão as palmeiras, paisagens
que tanto dão vida, prazer e orgulho?
Quem é que já não cabe dentro deste mundo
de entrusos, desajeitados e sem futuro?

Que mundo imenso, perdido e iludido!
Que vida longa, duvidosa e confusa,
quem é que me diz se isso é um sonho
ou se é apenas um próximo segundo?

Prá que procurar a saída enquanto posso repousar?
De qualquer maneira o sonho passa,
de qualquer maneira o dia amanhecerá,
só haverá lembranças, heranças e a esperança.
Mas como existe esperança se não há nada a herdar?!
Como existe aliança se ainda há o medo de amar?!
De onde surgiu uma criança que cresceu para pecar?!

Ninguém quer deixar que a boa vida pouse no jardim,
ninguém quer deixar que as flores cresçam,
ninguém quer saber da paz, da liberdade e do amor,
Prá que? Por que ironizam sua dor?
Existe remédio, a comida tem tempero, a vida tem sabor.
Quem é que lhes mostrará uma lembrança?
Quem acaba de inventar uma nova dança?
Quem ontem, hoje e amanhã
Procurará largar de ser uma inocente criança?

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [12:44]

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Enquanto minhas lágrimas alisam meu rosto,
fico aqui sentado tentando encontrar palavras
como se eu me perdesse num labirinto
ou me entregaram um mapa para buscar um tesouro.

Meu anjo que me guia,
ainda vejo um velho lampião
que está ali no fim deste túnel
mas tenho medo de me jogarem numa armadilha.
Não sei se este lampião está muito longe
fora do tempo, talvez um monstro com ponteiros me engula.

Não tenho lanças nem cavalos para guerrear,
só crio esperanças que me fazem flutuar,
talvez eu seja um piloto, mas que voasse...
...com as minhas próprias asas,
assim por mera curiosidade,
ter a sensação de um anjo e suas graças.

Modernidades que me ferem,
antigüidades que me sugerem
para que eu crie o meu caminho
onde sei onde posso querer pisar.

Já não sei mas o que dizer
resolvi descansar
minhas mãos começaram a tremer
e meu peito me vem a congelar.


Este foi escrito mais ou menos em novembro, após um diálogo com um anjo (Luiz Tarciso).
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [00:21]

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[ Segunda-feira, Março 08, 2004 ]

 
Em retiro


Ouço a voz de uma doce criança
sinto uma fonte d¿água escorrendo em meus olhos
vejo agora as estrelas sob meus pés.

O mar está se agitando
enquanto meu espírito vai delirando
os anjos estão me vigiando.

Me sinto atraído por um ícone
aproximo apreciando sua dimensão
me entregando num mar de ilusão.

Mas é uma ilusão real
com várias sonoridades sobrenaturais
são cativantes ao mesmo tempo aflito.

Ouço um choro suave
o som das lágrimas gotejando
transbordando em um riacho
e preparando o meu banho.


Este foi escrito em 29/02/2003, num retiro de carnaval, após se emocionar com um ícone.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [12:05]

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[ Domingo, Março 07, 2004 ]

 
Rimas personalizadas


Que maravilhoso é tudo
e prazeroso é o nada,
saborear o sabor da conquista
e desejar o fim dessa escada.

Como tudo é tão simples
como tudo é nada,
egoízar o mundo
e escravizar a alma.

Ninguém é contente
ninguém nunca viu nada,
somos tapados em mente
mas procurando uma jornada.

O que dizer quando contente?
O que fazer numa emboscada?
botar todos contextos redugentes
e se enrolar numa ninhada.

Gente que lê a frente
dentes que masacram dentes
lentes que não levam a nada,
como existe gente inteligente...
...se em meio de dementes...
...tudo é igual ao nada?!

Vou me tornar competente
me entender como gente
e conformar essas palavras.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [05:53]

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[ Quinta-feira, Março 04, 2004 ]

 
Segunda maldita


Não me canso de insistir sem cobrar
são meus destinos que me ensinaram
a mostrar raiva em particular,
são prejuízos que nunca sei de onde lucrei,
talvez eu esteja financiando
a liberdade e a satisfação,
não estou querendo mostrar ingratidão,
mas sim querendo receber pela produção.

Sei que Deus é justo,
mas parece que nós, Seus filhos
somos teimosos ao nosso Pai.
Certos dias minha raiva em palavras
entram em erupção de ilusões,
jamais quero forçá-los a abrir as portas,
nem quero estourar os muros,
só quero merecer para ser bem recebido,
pena que esses guardiões são em maioria cegos.

HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [00:10]

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[ Quarta-feira, Março 03, 2004 ]

 
Pessoal (Quer dizer, Tarciso) estou sem internet agora, e não tô tendo condições de atualizar meu blogger, mas já já eu volto...abraços e até mais...
Obrigado pela visita!!!
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA [11:23]

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