Na paixão do amor e no amor da paixão
(...) e assim as pessoas tatuam o nome do parceiro, em seguida podendo, ou não, arrependerem-se profundamente. Assim as pessoas se casam, se abraçam, se amassam contra a parede, por entre beijos e carícias, safadas ou não, quaisquer que sejam, se tornam uma delícia. Assim compõem músicas, pintam, escrevem dos mais lindos contos e poesias. Já algumas pessoas tomam, ou fantasiam que têm posse, dominam, tornam-se egoístas do ser amado, às vezes achando que realmente são donos deste. Enquanto a isto não ousarei dizer se o motivo é insegurança ou simplesmente o querer demais mais egoísta que há. Por às vezes desrespeitar o existir e o ser do bem amado. Enfim, só quis vislumbrar quão piradas algumas pessoas ficam. Não vim “psicologar”, mas sim falar de amor. Não de amor, mas do amor. Porquê não falar de amor, mas, do amor? Porque falar de amor é falar de uma emoção estereotipada e classificada num conceito do senso comum, a qual percebo neste amor popular, que me parece proporcionarem imagens de dependência e possessão onde as provas de amor são explicitadas por crises de ciúmes, demonstração de afeto em público, em alguns casos até extravagante. Mas sei lá, não sei que casal é, ou não, voyuerista. Pois bem, quando falo do amor me refiro às emoções mais insólitas que me são proporcionadas, espontâneas e inesperadas. Me refiro àquelas atitudes inesperadas, palavras que escapam, cruzamentos do olhar, borboletas voando no corpo, sinos a badalar. Reconheça estas características comigo e perceberá o quão feliz, satisfeito e amado estou. Em se tratando tanto deste assunto, apresento aqui uma historinha que conheci hoje:
“A Loucura resolveu convidar os amigos para tomarem um café em sua casa. Todos os convidados foram. Após tomarem o café, a Loucura propôs:
- Vamos brincar de esconde-esconde?
- O que é isso? – perguntou a Curiosidade
- Esconde-esconde é uma brincadeira em que eu conto até cem e vou procurar.
- O primeiro a ser encontrado será o próximo a contar.
Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça.
- 1,2,3... – a Loucura começou a contar.
A Pressa se escondeu primeiro, em qualquer lugar. A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa da árvore. A Alegria correu para o meio do jardim. Já a Tristeza começou a chorar, pois não achava um local apropriado para se esconder. A Inveja acompanhou o Triunfo e se escondeu perto dele, debaixo de uma pedra. A Loucura continuava a contar e os seus amigos iam se escondendo. O Desespero ficou desesperado ao ver a Loucura que já estava no noventa e nove.
- Cem... – gritou a Loucura
- Vou começar a procurar.
A primeira a aparecer foi a Curiosidade já que não agüentava mais, querendo saber quem seria o próximo a contar. Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima do muro, sem saber em qual dos lados se esconderia melhor. E assim foram aparecendo, a Alegria, a Tristeza, a Timidez. Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou:
- Onde está o Amor?
Ninguém o tinha visto. A Loucura começou a procurar. Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer. Procurando por todos os lados, a Loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho, começou a procurar entre os galhos, e de repente ouviu um grito. Era o Amor, gritando por ter furado o olho com o espinho. A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu servi-lo para sempre. O Amor aceitou as desculpas. Desde então e até hoje, o amor é cego e a loucura sempre o acompanha.”
Finalizando, declaro que de nada me adianta despejar palavras querendo explicar o meu amor, até mesmo porque tenho trauma de querer explicar amores. Brevemente deponho que isso deve-se a uma experiência de apresentar um trabalho acadêmico sobre a Psicanálise e a Música. Como a música é minha paixão, esta foi comprometida por algum tempo por tentar entendê-la e explicar pelas Ciências da Psicologia. De acordo com o dito popular: “paixão não tem explicação. Tem sensação”. Com esta péssima experiência – que em um pequeno período me refletiu em aversões em pressionar play nos aparelhos eletrônicos reprodutores de músicas – nunca mais ousei querer dar razão à música. Assim pretendo cultivar meu amor. Sem explicações.
Ouso em dizer que de acordo com o famoso “pai dos burros” a definição de amor (que para mim não há) é “s.m. 1. Afeição profunda. 2.O objeto dessa afeição; pessoa amada. 3. Zelo; cuidado.” E paixão sendo definida como “s.f. 1.Padecimento; sofrimento. 2.Sentimento intenso de amor ou ódio. 3. O objeto desse sentimento. 4. Fanatismo ou parcialidade.”
Logo concluo o título deste “depoimento”.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 01:07
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Cantigas. (...) e o luar, para enfeitar
No inverno ouço Jazz.
Na primavera ouço Progressivo.
No verão, Rock n' Roll.
No outono, o Blues.
Mas, vem cá. Quando escutarei meu coração?
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 23:57
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Enquanto aquela coisa de apaixonados fica radiando a noite afora, acendemos um cigarro e apreciamos um brinde. Enquanto saem pelas mesmas presas que desfilam por adornos. Alguns vêem discaradamente, outros também, mas discretamente.
Aguardamos até a volta do sol para que,
quem sabe
em qualquer momento
pode o ideal esperado chegar
Aguardamos até a volta do sol para que,
quem sabe
em qualquer momento
pode o sexo chegar
Quem é que não acende velas na noite junto de insensos profanos? Brindam à saúde, felizes porque chegou, ou chegaram juntos. Dormem cedo e feliz, porque chegou
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 00:26
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(...) e o mais legal é que
toca o telefone, eu acho que é você
penso na minha paixão
e aqui acho você.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 00:14
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Hoje vou
convidar um jovem amigo
a sentarmos na praça
com senhores aposentados
jogando truco
para tocarmos viola e gaita
Como se não bastásse
quero chamá-lo também
para brindarmos uma pinga
pois não há como relaxar numa praça
não sendo típico deste habitat
Depois quero convidá-lo
para falarmos de histórias
em que a vida nos inscreveu,
lembrar de velhos romances
lembrar do dia em que me conheceu.
Quero abraçar este amigo
como se eu soubésse que no futuro
tenha ele se perdido
afastando nossos papos e sarros,
rotinas de muitas madrugadas,
encostados em algum muro.
Digo isto porque hoje sou
este amigo que ficou em um canto
sentindo sua falta e presença
de corpo e espírito
adoecido em boatos sociais.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 18:56
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Magia, amor e sabor
O amor é como o palco de um mágico. Quem está sob o palco apenas assiste um truque, que não passa de ilusões de óptica, mas que encantam. Já a pessoa que está sobre o palco junto do mágico, internaliza estes truques, vive-os como se realmente fosse uma perfeita magia do além. Podendo até acreditar que a magia existe. Pois bem, sabemos que a magia em sí em não existe, mas sabemos que a mágica sim, sendo ela truque ou ilusão de óptica. Assim posso definir o amor, pois sabemos que o amor em sí não existe, mas a nossa relação com algo ou alguém estabelece um vínculo, uma relação amorosa. Assim muitos se enganam e crêem na existência do amor, como se este fosse algo concreto. Logo podemos usar o exemplo com uma palavra que até rima com amor; o sabor. O sabor não existe. Sentimos o sabor a partir da relação entre o alimento e a língua, mas o sabor em sí, não existe.
Digo tudo isto porque hoje me percebo sendo um cético que ama, mesmo sabendo que não existe o amor, mas sei que estou amando.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 20:23
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Após um certo devaneio dentro de um ônibus e apreciando a lua, me vieram os seguintes pensamentos:
Há um clima charmoso entre nós dois
há uma lua fora que jorra forte brilho
cortando nuvens na madrugada.
Passo por um esverdeado gramado novo
coberto de neve a combinar com seu olhar.
Enquanto nos tocam o jazz,
dançamos, lembramos e apreciamos
de nosso coberto laço de blues
nos unindo como as estrelas na lua lá fora.
Comunga agora durante a ceita
que há entre nossos dedos,
que cobre e jazida pensamentos insanos
da ternura e rancor de saudades sua.
Como se fosse iluminada
arrancara de dentro de mim
dos mais ternos temores
de viver em aventuras por saudades sua.
E viva la guitarra...
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 13:14
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COMUNICADO
Os textos que encontrarão abaixo na mesma data, é devido a uma tirada de atraso de publicações no blog, havia textos que estavam apenas mofando no meu computador, hoje resolví publicá-los.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 23:49
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Este texto abaixo é uma música que fiz, mas que serve apenas para tirar uma grana de festivais onde velhos "cultos" vão assistir, entendem o que quero dizer né? Letras simples que as pessoas pensam que é inteligente por cantar com cara de sério...hehehe
Pois bem, quem quiser ver uma outra música que eu fiz acesso o link a seguir: http://www.youtube.com/watch?v=qG1n_LrnP4Y - É uma música mais Rock Blues que fiz quando tocava na banda Zé Rapaz. Bom, lá vai a letra de música de festival:
Até quando vamos viver em fuga do mundo
por pessoas imprestáveis?
Que quer só o que querem
que vivem de impulsos,
mas que pobre domados.
Se o som não te toca
procure outra arte,
se as cores não focam revele o segredo, te aceite
seja bem-vindo à arte.
Se a religião te sufoca parta para outra
o bom é acreditar
que: o amor e a união é o que toca e te deixa
em outro patamar.
Esconder sob crenças
é mesmo se libertar?
Esqueça o velório que há muito se foi
viva o seu lugar.
Quanto mais dinheiro eu tenho, mais chaveiro também
Quanto mais botões tenho, menos anos de vida também.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 23:47
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Escolha pelos pequeninos
Hey doce criança que olha sem questionar
escolhe num tapa e sem medo.
Aquele olhar sem malícia e sem importar com as cores.
Tu só reflete no espelho sorriso ou lágrimas.
Quem me dera sonhar assim sem medo
E o que que tem se a camisa é preta
e a calça é amarela?
Ta passando frio, ta tapando o sexo?
Ó meu anjo, isso que é legal,
pra que encanar com algo tão simples?
Me lembro quando um velho nóia me perguntara
o que eu queria ser quando crescer,
sabe que isso me encantava,
mas não mudava meu jeito de ser.
Quem diria hein, o futuro está atrás de seus medos?!
Ah... escolhe aquele que reflete
assim não vou ter medo de sonhar,
se continuar ouvindo uma boa música
meu raciocínio vai querer mudar
uou, mas quem bom eu perco o medo e corro para brincar.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 23:44
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Massificação
E o que eu quero
enquanto um fio de lã
de pouco em pouco
se aproxima do chão.
Sabe-se lá o que fazer
exatamente no momento
de uma gota vermelha,
ou um gorduroso pedaço de leite
circula no coração.
A cada luz que se acende,
apaga, queima, demora, estora,
uma pessoa proclama, pede,
solicita, deseja, chora e produz.
Enquanto o verde é verde
somos tontos, tolos e infantos,
esperantos e causadores.
Eis que aprendemos o que se ensina
e somos uma massa só.
Poderíamos brincar com a comida
sorrir no trabalho e jogar baralho,
e se o terno não fosse status,
mas maneira prazerosa de vestir,
mas somos de novo uma massa só.
Vamos cantar enquanto pintam uma canção,
folhear galhos de árvores
em meio de palmares
que relembram uma boa ilusão.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 23:44
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Hai-kai
Se tudo fosse como matemática
e o amor fosse 2+2,
seria mais fácil ficar de quatro.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 23:40
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Corredores, agulhas e dopantes
Hoje eu conhecí o Serginho
que vivia em demasia,
acendia seu cigarro e abria uma revista.
Ó que vida boa
é assim que me explicava.
Quem diria que lá é realmente seu lugar,
mas que pobre coitado
que vive dopado
que vive drogado
vivendo a se safar.
Ó caro mio,
se eu fosse super-herói,
resgataria você e tua turma,
os tiravam dessa amargura
que uma loucura os foram levar.
O que um louco tem
de diferente de mim?
eu também já ví deus
também já ví movimentações
eu também não sou deste lugar.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 23:37
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Não é legal quando têm pena de minha pessoa, pois assim o tempo continua correndo enquanto o ego usa o conforto das palavras alheias para lacrimejar e sentir-se auto-piedoso. Se têm pena não são as palavras que ajudarão, apenas darão leito, não sou do tipo que se resolve as coisas deitado em molho. A grosso modo: Não gosto que sintam piedade de mim, se sentir não me conte, pois não ajudará. Ao invés disto me ajude a encontrar as soluções que eu procuro.
Well, well, well, let there be rock!!! \m/
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 12:49
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Toda virada de ano é uma loucura
... e eles batem palmas,
eu choro. Por dentro.
... e gritam, festejam,
eu choro. Por dentro.
... e eles celebram com fogos,
eu choro. Por dentro.
... e eles se deliciam do banquete,
eu choro. Por dentro.
... e eles guardam folha de louro,
eu sorrio. Por dentro.
... e eles guardam sementes de uva,
eu sorrio. Por dentro.
... e eles acreditam em utópicas esperanças,
eu sorrio. Por dentro.
Finalmente vão embora,
eu sorrio. Por dentro e acendo meu cigarro.
HELDER DE OLIVEIRA BARBOSA 00:38
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